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Sheila Makeda da Makeda Cosméticos, Marie Castro, artesã, Nathália Raggi do Elo7, Debora Alves, artesã e Mayara Castro, da WMN. Foto: Renata Monteiro

Sheila Makeda da Makeda Cosméticos, Marie Castro, artesã, Nathália Raggi do Elo7, Debora Alves, artesã e Mayara Castro, da WMN.
Foto: Renata Monteiro

Dia 8 de março de 1875 foi oficializado o dia Mundial das Mulheres. Mas essa data só recebeu sua devida importância no século 20, quando ocorreu um incêndio em uma fábrica têxtil em Nova York e mais de 130 mulheres morreram carbonizadas. Foi aqui que ficou marcada a trajetória de lutas feministas.

Essa lembrança nos faz pensar que há mais de cem anos lutamos pela igualdade de direitos. Se evoluímos? Bastante. O Relatório Econômico Mundial mostra que a gente conquistou participação e cresceu em representação política, no acesso à saúde e educação, em oportunidade econômica, mas veja: o mesmo relatório, feito em dezembro do ano passado, concluiu que a disparidade de renda entre homens e mulheres ainda é de 51% - até porque, na grande maioria das vezes, a gente tem dupla ou tripla jornada de trabalho, conciliando vida pessoal e profissional.

No atual ritmo, levará mais de 108 anos para zerar a disparidade global e 202 anos para que seja estabelecida a paridade econômica no trabalho entre gêneros.

Isadora Ribeiro do Na Nossa Vida, Isabella Ianelli do Curso das Emoções, Mayara Castro da WMN, Maite Schneider, da Transempregos e Nathália Raggi, do ELo7. Foto: Renata Monteiro

Isadora Ribeiro do Na Nossa Vida, Isabella Ianelli do Curso das Emoções, Mayara Castro da WMN, Maite Schneider, da Transempregos e Nathália Raggi, do ELo7.
Foto: Renata Monteiro

A desigualdade social que o Brasil enfrenta diariamente vem acompanhada de misoginia, de racismo, de sexismo. A cada onze minutos uma mulher é violentada e a cada cinco uma mulher é agredida no Brasil, o que comprova que sim, existe uma cultura de violência contra a mulher. Mais da metade da população é negra e a nossa miscigenação, tão aclamada e romantizada, se a gente parar para pensar, também é fruto de violência.

Para falar de igualdade e permitir uma mudança real nesse cenário, a gente precisa necessariamente mostrar a realidade e trabalhar JUNTAS para defender o nosso lugar no mundo. O empoderamento feminino, que pra mim está ligado à autonomia e liberdade da mulher por suas escolhas, por seu corpo, por sua sexualidade, não pode apenas passar pelas nossas necessidades individuais, porque cada uma tem uma história. Nós precisamos entender quais são as nossas necessidades enquanto coletivo e agirmos juntas para promover uma movimentação antirracista, antielistista e antissexista.

TROCAMOS OS PARABÉNS PELOS MESMOS DIREITOS.

*Abertura do evento Mulheres Fora de Série, que aconteceu no último sábado, no Unibes Cultural.

 
 

 
 
 
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mayara castro

comunicadora, consultora de conteúdo estratégico, empreendedora e criadora da wmn. ela pode ser a sua também.