Mas é carnavrau!

 
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Mas é carnavau! A festa da cultura popular brasileira.

Que maravilha!

Mas, se tem uma pergunta me vem à tona toda vez que vejo no calendário um feriado que está para chegar, é: como criar um planejamento estratégico considerando as datas comemorativas da cidade, ou, como fazer para ter as férias garantidas todo ano, quantas vezes eu quiser/puder?

Ter um planejamento que inclui meus descansos no calendário é, de fato, essencial. Mas essa palavrinha é um pouco desafiadora para nós, brasileiros. Nossa cultura é a cultura do tudo ou nada, das compras por impulso, do parcelamento no cartão de crédito. Percebi esse comportamento, tão enraizado em nós, quando passei um ano viajando pela Ásia e Oceania e cheguei a algumas conclusões:

  1. Nós, mulheres, somos o tempo todo influenciadas pela cultura do consumo. Todas as prateleiras, pop ups, páginas na internet sugere que compremos.

  2. No Brasil, um país sustentado pela desigualdade social, essa realidade é ainda mais latente, já que a roupa que vestimos ou o lugar que frequentamos diz muito sobre nosso status social - quem não ganha mais que um salário mínimo por mês, não mora nos grandes centros e utiliza diariamente os serviços públicos da cidade, não usufrui dos mesmos padrões que alguém que frequenta restaurantes caros e veste uma roupa de marca/produzida por empreendedores locais - simplesmente porque o valor do serviço pode beirar um salário mínimo.

  3. Embora seja esse o ciclo do capitalismo, onde precisamos consumir para fazer a roda do dinheiro girar, a desigualdade social no Brasil é estrutural: preconceituosa, racista e falha desde sempre, na minha opinião. Se buscamos por igualdade de direitos, precisamos começar a tratar as pessoas iguais, independente de onde vêm e quem são. A Nova Zelândia, por exemplo, é um país formado por imigrantes, onde o trabalho é pago por carga horária e todo mundo ganha praticamente igual. Vemos nas ruas diferentes povos interagindo e se relacionando super bem.

  4. Além disso, não somos educados para sermos protagonistas das nossas realidades. Ao contrário: para cumprir as ordens da escola, da universidade, do chefe. Até quem teve a oportunidade de ter uma formação acadêmica, não aprendeu a desenhar seus objetivos, a criar metas, planejar as finanças. Geralmente isso se aprende vivendo.

    Levando tudo isso em consideração, aprendi a enxergar, desde que comecei a empreender, que essa é uma atividade que envolve inúmeras tentativas e erros. Mesmo assim, foi a melhor escolha que fiz.

    Para começar a planejar a sua vida/negócio, comece pensando: qual objetivo tático que eu quero alcançar com essa ideia?

 

Curiosidades:

A semente do carnaval brasileiro? O Entrudo: os três dias que antecedem a Quaresma, onde uma série de brincadeiras, jogos e festividades populares e onde as pessoas atiravam entre si, limões e frutas podres, água, tinta, farinha, tomates e até urina. Desembarcou aqui no Brasil no século XVl, trazida pelos portugueses e aconteciam nas ruas e no interior das casas familiares. Chama-se entrudo, porque esse era o nome dos bonecos de madeira, vestidos de gente e com estatura gigantesca, criados pelos portugueses no final do séc.XV e que desfilavam em meio a essas manifestações. No ano de 1840, a elite brasileira, mais especificamente do RJ, começa uma campanha ferrenha, com apoio dos jornais da época, contra essas festas e elas passam a ser reprimidas pela polícia, tendo dois desdobramentos: os luxuosos bailes de máscaras nos salões e teatros restrito às elites e os cordões de rua, que viriam alguns a se tornar Escolas de Samba, principalmente em São Paulo. Os Entrudos eram a oportunidade de exorcizar todas as angustias e tristezas acumuladas durante o ano todo, com requintes de vingança contra desmandos e abusos que as classes populares sofriam, cuja grande parcela era composta de negros e negras escravizados/as, ou ainda as descarregar a raiva das desequilibradas relações familiares nas casas mais abastadas - por Joice Berth

 

 
 
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mayara castro

comunicadora, consultora de conteúdo estratégico, empreendedora e criadora da wmn. ela pode ser a sua também.